Antonio Pires governou Batalha e foi administrador dos bens de São Gonçalo
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Antônio Pires Lages-foto dos anos 1920. Acervo Maria do Socorro Lages Gonçalves |
ANTONIO PIRES LAGES (tio-avô do ex-prefeito de Batalha Antônio Lages Alves), nasceu em 20.12.1869 na fazenda Esperança, e faleceu em 05.07.1932 em Batalha. Foi Intendente (Prefeito) de Batalha e administrador do bens de São Gonçalo por cerca 30 anos.
Segundo o escritor Edgardo Pires Ferreira (Livro: A Mística do Parentesco), Antônio Pires Lages foi o único prefeito preso em 1930 pelo Interventor do Estado do Piauí, Tenente Landri Salles Gonçalves. Casou-se em 13.01.1894 no lugar denominado “Matinho da Gente”, hoje fazenda Monte Alegre, em Batalha com Francisca Maria Borges Alves (Sinhá Lages); de cujo matrimonio nasceram Álvaro Pires Lages, Benedita Pires Lages, Artemisa Pires Lages, Marieta Pires Lages, Julieta Pires Lages, Antônio Pires Lages Filho e Francisca Pires Lages.
Conta o historiador Valfrido Viana (livro Pesquisa para a história de Batalha), que em 1906 o Padre Firmino Sousa que estava à frente da Igreja Católica de Piracuruca, se transferiu para a Paróquia de Batalha motivado por um conflito entre o sacerdote e o capitão Basílio Alves nomeado pelo Bispo D. Joaquim D ‘Almeida como encarregado das fazendas de Nossa Senhora do Carmo. O sacerdote logo chegando a Batalha adquiriu a fazenda Velho Barro onde instalou sua residência e cultivo agrícola e criação de gado. O mesmo entrou em conflito com o vitalício administrador dos bens de São Gonçalo, Antônio Pires Lages, figura de poder e respeito, nomeado pelo Bispo entre os homens de família (clãs de políticos e latifundiários). Batalha teve dois administradores que eram legítimos representantes destas categorias: Antônio Pires Lages e Clóvis Mello.
A discórdia criada entre Padre Firmino Sousa e o administrador Antônio Pires Lages marca a primeira década do século XX e teve conotação política e de abusiva de poder, se encerrou quando da morte do sacerdote em outubro de 1915. O administrador Antônio Pires Lages nomeado em 1900 encerrou seu cargo vitalício em 1938 com a sua morte, o mesmo foi responsável pela maior corrupção existente na história da igreja de Batalha, segundo alguns. Padre Firmino Sousa quando assumiu em 1906 tratou de fazer um levantamento dos bens da Igreja local onde constatou desvio de boa parcela do patrimônio do santo entre ouro, terras, móveis entre outros. O sacerdote denunciou o administrador como responsável. O administrador reagindo lançou perseguição ao sacerdote como a acusação de violação do celibato clerical. O bispo D. Joaquim D’ Almeida fez justiça em favor do sacerdote suspendendo o administrador das funções em 1914 mas um ano depois o sacerdote faleceu e Antônio Pires Lages reassume o cargo por mais 23 anos.
Entre as realizações de Antônio Pires Lages destaca-se a reforma da imagem de São Gonçalo em 1907 na Bahia, a demarcação das terras de São Gonçalo em 1910 e em 1920. Político e fazendeiro Clóvis Mello foi nomeado para substituir Antônio Pires Lages em 1938 pela portaria episcopal 32 de 24 de agosto.
Conta o historiador Valfrido Viana (livro Pesquisa para a história de Batalha), que em 1906 o Padre Firmino Sousa que estava à frente da Igreja Católica de Piracuruca, se transferiu para a Paróquia de Batalha motivado por um conflito entre o sacerdote e o capitão Basílio Alves nomeado pelo Bispo D. Joaquim D ‘Almeida como encarregado das fazendas de Nossa Senhora do Carmo. O sacerdote logo chegando a Batalha adquiriu a fazenda Velho Barro onde instalou sua residência e cultivo agrícola e criação de gado. O mesmo entrou em conflito com o vitalício administrador dos bens de São Gonçalo, Antônio Pires Lages, figura de poder e respeito, nomeado pelo Bispo entre os homens de família (clãs de políticos e latifundiários). Batalha teve dois administradores que eram legítimos representantes destas categorias: Antônio Pires Lages e Clóvis Mello.
A discórdia criada entre Padre Firmino Sousa e o administrador Antônio Pires Lages marca a primeira década do século XX e teve conotação política e de abusiva de poder, se encerrou quando da morte do sacerdote em outubro de 1915. O administrador Antônio Pires Lages nomeado em 1900 encerrou seu cargo vitalício em 1938 com a sua morte, o mesmo foi responsável pela maior corrupção existente na história da igreja de Batalha, segundo alguns. Padre Firmino Sousa quando assumiu em 1906 tratou de fazer um levantamento dos bens da Igreja local onde constatou desvio de boa parcela do patrimônio do santo entre ouro, terras, móveis entre outros. O sacerdote denunciou o administrador como responsável. O administrador reagindo lançou perseguição ao sacerdote como a acusação de violação do celibato clerical. O bispo D. Joaquim D’ Almeida fez justiça em favor do sacerdote suspendendo o administrador das funções em 1914 mas um ano depois o sacerdote faleceu e Antônio Pires Lages reassume o cargo por mais 23 anos.
Entre as realizações de Antônio Pires Lages destaca-se a reforma da imagem de São Gonçalo em 1907 na Bahia, a demarcação das terras de São Gonçalo em 1910 e em 1920. Político e fazendeiro Clóvis Mello foi nomeado para substituir Antônio Pires Lages em 1938 pela portaria episcopal 32 de 24 de agosto.
Antonio Pires Lages foi imortalizado em Batalha, virou nome de rua.

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