Só no Brasil: o criminoso Lula joga bola ao lado dos seus cúmplices morais

Lula e W. Dias (Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress)

O Brasil, às vezes, é sufocante. Eu sei que há países muito mais pobres e atrasados; mais ‘sem leis’ e injustos; mais cruéis e tiranos. Eu sei que há verdadeiros infernos sobre a Terra e estamos longe de ser o pior lugar do mundo para se viver. Mas há dias, há certos fatos, há certas cenas que nos jogam no chão. Nos atiram de cara contra o solo árido da indignação.

O senhor da foto acima é um criminoso, como todos sabem. Já foi condenado em três instâncias por um crime. Em duas instâncias por outro. Responde ainda a mais seis, sete processos penais. Viveu uma vida se aproveitando de pessoas inocentes e crédulas. Pessoas esperançosas em dias melhores.

Este homem roubou o País. Roubou bilhões dos brasileiros. Roubou o dinheiro dos hospitais e das escolas; dos aposentados e dos doentes; do passado, presente e futuro de crianças e adolescentes. Associou-se à escória da política e do empresariado nacional e aos maiores facínoras e ditadores mundo afora.

É um monstro que deveria estar recluso em uma penitenciária de segurança máxima, mas que joga bola e sorri; que goza da cara dos milhões de desempregados e desassistidos; que faz chacota da Justiça e dos injustiçados; que encontra-se em plena liberdade por conta dos crimes que cometeu. Sim, criminosos poderosos não são presos. Quando são, não ficam (presos). Ao menos no Brasil.

A imagem acima é o retrato do nosso fracasso. É a explicação das nossas favelas. É o motivo de não termos sequer saneamento básico e água tratada. É a prova de que somos apenas uma republiqueta subdesenvolvida que possui aeroportos, telecomunicações, algumas fábricas e um punhado de commodities. Mas é só.

Olho para a cena e quase não acredito. Como pode o chefe incontestável da maior quadrilha de corrupção do mundo estar livre? Como pode estar cercado de “gente” e se divertindo, enquanto tantos sócios e cúmplices seus estão presos?

O que sentem Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Rosa Webber, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, confortavelmente instalados em seus gabinetes, protegidos por seus seguranças, abençoados por salários e benefícios inimagináveis, tudo regiamente pago pelas vítimas daquele que colocaram em liberdade?

Este sujeito veio ao mundo para fazer o mal. Fez por si próprio e, como se não bastasse, dragou os Lulinhas para o seu dia a dia de crimes. Ao seu lado, continuam apenas aqueles que a ele se assemelham. Nos crimes ou na índole. Não raro, nos crimes e na índole. Uma gente que se merece. Que merece a desonra; o repúdio; a repreensão; a lama.

Que chafurdem juntos. Porcos!

Por Ricardo Kertzman (blog Opinião Sem Medo)

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