Gritadores de leilão e a dança de São Gonçalo
A festa de São Gonçalo é o ponto máximo da religiosidade do batalhense. É o período que converge a fé e a cultura de todo o povo que durante um ano inteiro se preparou para este momento festivo. Batalhenses que moram e ou trabalham em outras cidades e estados chegam à Batalha/PI amigos e famílias inteiras se juntam para comemorar com alegria os festejos de São Gonçalo.
Algumas pessoas estão sempre presentes e marcando os festejos de São Gonçalo.
Não podemos esquecer de algumas que nos idos de 70, 80 e 90 alegravam os festejos, os famosos gritadores de leilões, que sem microfone soavam sua voz sem igual para o arremate das jóias de São Gonçalo, a começar por Domingos Cesário, Sena Fortes, Badão e Francisco Torres (O Santo); sem falar em João Lobo e Zé Conrado (vulgo Canilinha) que chamavam através do badalar dos sinos da Matriz toda a cidade para as missas, procissões e alvoradas. Agora, um importante aspecto cultural dos festejos foi perdido e não se ver nenhuma atitude no sentido de resgatá-lo, trata-se da dança de São Gonçalo.
No passado durante os festejos a dança de São Gonçalo era um importante elemento da festa. Essa dança em algumas regiões do Piauí em que São Gonçalo é padroeiro ainda é cultivada. A dança de São Gonçalo deveria fazer parte de nosso patrimônio cultural imaterial, mas foi aos poucos se perdendo. Lembro que em meados dos anos 80 ainda houve uma tentativa com a comunidade de Grossos que apresentou A DANÇA DE SÃO GONÇALO durante os festejos na palhoça de São Gonçalo (a palhoça ficava onde hoje é a prefeitura, fora desapropriada para a construção da mesma. Era uma área bonita, com os seus degraus e a palhoça onde era realizada os leiloes e funcionava o bar que era administrada pelo saudoso Sena Fortes).
Durante os festejos de São Gonçalo, toda a cidade se transforma desde a chegada dos filhos da terra até o encerramento da festa com a procissão. É o momento onde a fé do batalhense se mistura a uma explosão de alegrias e festas pelo reencontro com seus amigos e familiares, quando os comerciantes da cidade e forasteiros aproveitam para melhorar as vendas, as festas nos clubes, os leilões, as novenas e missas, a animação nas barracas, tudo se imbrica e desperta a sensação de que, mais um se passou e outro está começando sob a proteção de São Gonçalo, na esperança de que no próximo ano tudo se repita com todos vivos, felizes e mais prósperos.
Texto: Valfrido Viana(Professor de História).
Não podemos esquecer de algumas que nos idos de 70, 80 e 90 alegravam os festejos, os famosos gritadores de leilões, que sem microfone soavam sua voz sem igual para o arremate das jóias de São Gonçalo, a começar por Domingos Cesário, Sena Fortes, Badão e Francisco Torres (O Santo); sem falar em João Lobo e Zé Conrado (vulgo Canilinha) que chamavam através do badalar dos sinos da Matriz toda a cidade para as missas, procissões e alvoradas. Agora, um importante aspecto cultural dos festejos foi perdido e não se ver nenhuma atitude no sentido de resgatá-lo, trata-se da dança de São Gonçalo.
No passado durante os festejos a dança de São Gonçalo era um importante elemento da festa. Essa dança em algumas regiões do Piauí em que São Gonçalo é padroeiro ainda é cultivada. A dança de São Gonçalo deveria fazer parte de nosso patrimônio cultural imaterial, mas foi aos poucos se perdendo. Lembro que em meados dos anos 80 ainda houve uma tentativa com a comunidade de Grossos que apresentou A DANÇA DE SÃO GONÇALO durante os festejos na palhoça de São Gonçalo (a palhoça ficava onde hoje é a prefeitura, fora desapropriada para a construção da mesma. Era uma área bonita, com os seus degraus e a palhoça onde era realizada os leiloes e funcionava o bar que era administrada pelo saudoso Sena Fortes).
Durante os festejos de São Gonçalo, toda a cidade se transforma desde a chegada dos filhos da terra até o encerramento da festa com a procissão. É o momento onde a fé do batalhense se mistura a uma explosão de alegrias e festas pelo reencontro com seus amigos e familiares, quando os comerciantes da cidade e forasteiros aproveitam para melhorar as vendas, as festas nos clubes, os leilões, as novenas e missas, a animação nas barracas, tudo se imbrica e desperta a sensação de que, mais um se passou e outro está começando sob a proteção de São Gonçalo, na esperança de que no próximo ano tudo se repita com todos vivos, felizes e mais prósperos.
Texto: Valfrido Viana(Professor de História).

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