O Grito de Socorro da Matriz de Batalha: Um Documento de 1861
Mergulhar nos arquivos do Piauí é encontrar fragmentos de uma história viva. Recentemente, localizei um ofício datado de 10 de abril de 1861, enviado pela Câmara Municipal da Vila da Batalha ao Presidente da Província. O documento é um retrato fiel das dificuldades enfrentadas pelos nossos antepassados para manter o patrimônio e a fé.
No texto, a Câmara relata o estado "lastimoso" da Igreja Matriz. Construída com a caridade dos fiéis em "pedra e cal", a estrutura sofria com fendas profundas que ameaçavam o desabamento do frontispício e da capela-mor. Os vereadores pediam a quantia de um conto de réis (1:000$000) para o conserto, alertando que, sem a verba, o templo seria reduzido a ruínas no ano seguinte.
Além da igreja, o documento aponta a necessidade urgente de uma ponte sobre o Rio dos Matos, na divisa com Piracuruca, mostrando que a integração regional já era um desafio de infraestrutura naquela época.
O que torna este registro ainda mais especial para mim é a assinatura que encabeça o pedido: Jeronymo Gomes da Silva Rebello, meu trisavô, que então presidia a Câmara. Ao lado dele, figuram nomes como José Rodrigues Falcão, Raymundo Prudente Prudentes de Carvalho e Saturnino de Souza Castro, homens que, entre ofícios e orações, tentavam garantir o futuro de nossa terra.
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