O Mistério do Pente Roubado: O dia em que o goleiro Toinho parou nas manchetes por um motivo inusitado

Moça Bonita sempre foi um palco de histórias que desafiam a lógica, mas nada supera o dia em que o "Paredão de Teresina" foi vencido, não por um atacante, mas por um pente.
Toinho, o gigante que colecionou faixas de campeão pelo Tiradentes-PI e pelo São Paulo, descobriu que na "Toca do Castor" o perigo não vinha apenas dos cruzamentos na área. Em 1983 após uma batalha contra o Botafogo, o goleiro buscou refúgio em um sedativo para acalmar as dores na coxa. O sono foi tão pesado quanto sua história de conquistas; ele dormiu o sono dos justos, daqueles que têm no currículo um título brasileiro de 1977.
Enquanto Toinho navegava nos sonhos, a realidade da concentração do Bangu se mostrava mais porosa que defesa em dia de goleada. Os "larápios", movidos pela audácia que só o Rio de Janeiro daquela década permitia, entraram no recinto sagrado. Levaram o rádio, a pulseira e o anel. Mas o golpe de misericórdia, aquele que realmente "irritou" o piauiense, foi o furto de seu pente.
Imagine a cena: o goleiro acorda, tenta passar a mão na vasta cabeleira — sua marca registrada — e percebe que a vaidade foi o maior prejuízo. Cr$ 300 mil em bens se foram, mas a dignidade de um cabelo bem penteado foi o que mais doeu.
Porém, como manda o folclore do nosso futebol, o final não é de lamento. Com o peito estufado de quem já foi campeão invicto em 74, Toinho sentenciou: "Isso não vai me abater porque sou nordestino". No feudo de Castor de Andrade, onde o bicho era certo e a segurança era incerta, Toinho provou que se a seca não o derrubou, não seria a falta de um pente que o faria baixar a guarda.
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