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Mostrando postagens de junho, 2026

O Artista e o Rapto: O Amor de Mestre Fabiano nos Livros de Cartório

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Os arquivos cartorários guardam uma ironia sutil: enquanto as partituras musicais se perdem no sopro do vento e na poeira dos coretos, as linhas de chumbo e a tinta desbotada dos livros de registro civil imortalizam os dramas humanos mais profundos. Para quem reconstrói a historiografia da brava Batalha, as páginas número 7 e 8 do livro de matrimônios de 1911 a 1926 são um verdadeiro tesouro romanesco. Nelas, a data de 11 de abril de 1925 não registra apenas uma união civil, mas o ápice de um enredo de ousadia que desafiou os costumes e as barreiras sociais da Primeira República. ​Para este que vos escreve, debruçar-se sobre esse documento é também um reencontro com a própria herança familiar. O Juiz Distrital José Machado de Castro, que presidiu o ato, e a senhora Nize de Castro Machado, proprietária da casa que acolheu a cerimônia, eram primos legítimos de Antero de Castro Filho, meu avô. Cruzar esses fios da história me permite ver que os passos audaciosos de Mestre Fabiano e Dona ...

​O Sopro da Liberdade: Uma Linha do Tempo Musical de Batalha

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O silêncio nunca durou muito tempo nas calçadas da Vila da Batalha. Se os livros de história local por anos silenciaram sobre as origens da nossa música instrumental, os velhos papéis de imprensa cuidaram de guardar o rastro dos dobrados, das valsas e da altiveza daqueles que fizeram das notas musicais um hino de independência. ​ O Acorde Rebelde do Império (1870) ​Tudo começa em pleno Segundo Reinado. O ano era 1870, e o ambiente político, severo e centralizador. O poderoso chefe local, apelidado na imprensa de "Grão Senhor", tentou estender seus tentáculos de censura até o sagrado ritual de um batizado, pressionando os músicos da vila para que ficassem em silêncio. Mas a arte, por natureza, desobedece. Sob a batuta firme do Professor Pedro de Alcântara — a "banda de música", ainda sem nome oficial, mas já cheia de brio, marchou para dentro da igreja Matriz. Contar com a regência de uma autoridade musical vinda da capital era um luxo para a localidade. Eles toca...

SINDAF-PI convoca Assembleia Geral Ordinária para Eleição da Diretoria do Biênio 2026/2027

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O Sindicato dos Árbitros de Futebol Profissional do Estado do Piauí (SINDAF-PI) emitiu oficialmente um edital de convocação direcionado a todos os senhores árbitros profissionais filiados. O objetivo é a realização da Assembleia Geral Ordinária, que deliberará exclusivamente sobre a eleição da nova diretoria do sindicato e sua respectiva posse para a gestão do biênio 2026/2027. ​O evento acontecerá no dia 9 de julho de 2026 , nas dependências da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), localizada na Rua João Cabral, s/nº, no bairro Matinha, em Teresina. ​Horários Importantes das Convocações ​Para garantir a ampla participação e a legalidade do processo, o SINDAF-PI estabeleceu três chamadas consecutivas para o início dos trabalhos no dia da votação: ​ 1ª Convocação (18h00): Abertura com a presença da maioria absoluta dos associados. ​ 2ª Convocação (18h30): Início com a participação de pelo menos 1/3 (um terço) dos membros associados. ​ 3ª e Última Convocação (19h00): Início d...

​A Engrenagem, o Violão e o Altar: A Saga de Fausto Fortunato da Rocha e o Legado que Moldou Batalha

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Capítulo I: O Palhaço, o Relojoeiro e o Ritmo de uma Vila ​A história de Batalha guarda em suas engrenagens a memória de homens que traduziram a dureza da vida em arte. Em 1930, a poeira das estradas trouxe para a vila um jovem que trazia na bagagem o picadeiro e o mistério do tempo. Fausto Fortunato da Rocha, piauiense de Parnaíba, era filho de tabelião, mas trazia as mãos talhadas para outras escritas: a precisão dos ponteiros e o dedilhar das cordas. Cedo, rompeu com o destino burocrático das Letras para seguir o chamado do circo, dando vida ao Palhaço Rochinha. ​Quando o circo partiu de Batalha, Fausto decidiu ficar. O homem que fazia rir desceu do picadeiro para assumir a gravidade de uma profissão que exigia paciência cirúrgica: tornou-se o relojoeiro da cidade. De seus consertos de relógios de algibeira, parede e despertadores, nasceu o sustento para a numerosa prole de dez filhos, fruto de sua união duradoura com Altair Santos. ​Mais do que regular as horas dos cidadãos em s...

As Quatro Receitas do Médico dos Monomaníacos (Capítulo 4): Delírios na Praia e Bananas para o Padre

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Chegamos ao último capítulo da nossa série baseada na impagável crônica satírica de 25 de fevereiro de 1870 , resgatada das páginas do jornal O Piauhy: Orgão do Partido Conservador . ​Depois de testemunharmos o Capitão Antonio Narcizo Xavier Torres se envolver em calotes de éguas no interior, intimar advogados na calçada e peitar juízes por causa de um órfão , a "quarta e última receita" do nosso anônimo Médico dos Monomaníacos nos leva para longe dos limites da Vila da Batalha. Descobrimos que, quando o Capitão decidia viajar para espairecer, o rastro de polêmica viajava junto na bagagem. ​O cenário desta vez? O ano era 1868 , e o destino, o calor do litoral piauiense. ​A 4.ª Receita: Uma Confissão Inusitada na Amarração ​Buscando novos ares, o Capitão Torres viajou até a povoação da Amarração (o antigo território que hoje compreende a cidade litorânea de Luís Correia). No entanto, o clima de veraneio parece ter subido à cabeça do capitão de forma literal. ​De acordo ...

Batalha em luto: Cidade se despede do Sargento Cajura, exemplo de superação e serviço público

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A cidade de Batalha (PI) amanheceu mais triste nesta quinta-feira, 25 de junho. Faleceu, na manhã de hoje em Teresina, o militar reformado Raimundo Nonato da Silva Sousa , amplamente conhecido e carinhosamente chamado por todos como Sargento Cajura . ​Nascido em 9 de junho de 1963, Cajura tinha 63 anos. Segundo informações de amigos próximos, ele havia sido submetido a uma cirurgia cardíaca recentemente, mas acabou sofrendo complicações de saúde agravadas pela diabetes e outros fatores. ​A trajetória de Sargento Cajura é o reflexo de uma vida inteira dedicada ao serviço público, ao esporte e à comunidade batalhense. ​Da infância humilde à farda: Uma vida de superação ​Filho de uma família muito humilde, Cajura enfrentou uma infância marcada pela pobreza. No entanto, as dificuldades da época não o impediram de buscar um futuro melhor. Ele concluiu o ensino médio e, na primeira metade dos anos 1980, ingressou nos quadros da Briosa Polícia Militar do Estado do Piauí . ​Sua carreira n...

​O Apóstolo dos Operários: Fé, Dignidade e o Legado de Monsenhor Lotário Weber em Batalha

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Monsenhor Lotário Weber em clima descontraído ao lado de Everardo Torres, durante o almoço festivo no salão ao lado da pequena Capela do Residencial Vila Kolping. Batalha, 20 de abril de 2013. A história da historiografia piauiense é profundamente marcada por personagens que, cruzando oceanos, fincaram raízes tão profundas na terra que se tornaram parte indissociável de sua identidade. Entre esses nomes, destaca-se o de Monsenhor Lotário Weber — o eterno Padre Lotário —, cuja trajetória uniu a erudição acadêmica alemã ao trabalho braçal, pastoral e social nos sertões do Piauí. ​Passados onze anos de sua partida, e resgatando registros históricos preciosos, reconstrói-se o panorama de uma vida dedicada à transformação social e à dignidade humana na região de Batalha. ​Do Reno ao Parnaíba: O Chamado Missionário ​Nascido em Langenberg, Alemanha, no dia 3 de março de 1924, Lotário Weber iniciou seus estudos em sua terra natal. Homem de mente brilhante, ingressou no Seminário Maior de Bo...

Capítulo III: O Direito ao Logradouro – O Patrimônio Público contra o Arbítrio Municipal

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Imagem ilustrativa  ​ Se o primeiro argumento dos opositores defendia o sossego das famílias, o segundo ponto tocava em uma ferida puramente jurídica e administrativa. Ao redigirem o Ponto 2 do manifesto de 3 de outubro de 1910, os dezenove cidadãos demonstraram uma clareza impressionante sobre o que significava o patrimônio coletivo em pleno alvorecer da República. ​Eles protestavam contra a ocupação da praça por um motivo categórico: o local era "um logradouro público, ali se achando de contínuo todos os assuntos próprios e impróprios ao decoro das famílias" . ​ A Praça como Propriedade do Povo ​Ao longo da história da Vila da Batalha, aquele imenso largo de terra batida que se estendia ao lado e aos fundos da Igreja Matriz de São Gonçalo sempre fora considerado um patrimônio comum. Um logradouro público, por definição jurídica, é uma área de uso comum do povo, inalienável e que não pode ser apropriada ou modificada para fins que firam a sua natureza original sem o amplo...

Capítulo 5: Urnas na Matriz e Votos do Além

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No dia 7 de setembro de 1860, às 9 horas da manhã, os dois partidos marcharam em direção à Igreja Matriz de São Gonçalo. Na entrada do templo, os homens formaram alas de lado a lado. Antes de entrarem, o Tenente-Coronel José Amaro Machado propôs um exame mútuo para garantir que ninguém entrasse armado no recinto sagrado. Feita a verificação, as portas se abriram para o início dos trabalhos eleitorais. ​Dentro da igreja, a mesa foi formada e o presidente anunciou a chamada dos eleitores. Foi nesse momento que o tenente de "diminuto bigode", futuro genro de Albino Leal, resolveu mostrar serviço. Munido de uma papelada de qualificações, ele perfilou-se, torceu o bigode, arregalou os olhos e tentou impugnar o voto de um cidadão por conta de um mero erro de grafia na ata (onde constava "Ferreira" em vez de "Pereira", ou vice-versa). A mesa, contudo, conhecia muito bem o votante e ignorou o protesto. Desmoralizados, o chefe Albino e seu genro pouco demoraram e ...

Capítulo 4: Batuque, "Léléle" e Barriga Vazia

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A noite que antecedeu o pleito mostrou que a política no Piauí imperial também se fazia ao som de música e, principalmente, de barriga cheia — ou, no caso de uma das facções, dolorosamente vazia. ​Enquanto o Partido Conservador passava a noite em clima de festa ordeira, marchando pelas ruas com uma "sofrível música" , foguetes e muita animação, o desanimado Partido Liberal recolheu-se cedo à casa onde estava hospedado. Mas o silêncio da oposição não durou a noite inteira. ​Passada a meia-noite, o Sachristão da Matriz ouviu um barulho vindo da residência adversária e foi espiar. Para sua surpresa, o clima na cozinha era de pura descontração popular: a rapaziada se divertia em um animado "léléle" (ou bate-chinela ), cantando e batucando. No meio daquela algazarra, o chefe Albino Borges Leal Júnior mantinha-se isolado na sala, sentado em um tamborete com um "ar majestático" , tendo ao lado o tenente de "diminuto bigode", seu futuro genro. A festa...

Capítulo 3: A Guerra dos Foguetes e a Ostentação de Tropas

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No século XIX, o prestígio de um partido político não era medido apenas por propostas, mas pelo tamanho do barulho e pela imponência das comitivas que cruzavam as ruas de terra. E no dia 6 de setembro de 1860, a Vila da Batalha testemunhou uma verdadeira demonstração de força e ostentação. ​Eram por volta das 5 horas da tarde quando o céu da vila foi cortado por estrondosas girândolas de foguetes. Era o sinal: o Partido Conservador fazia a sua entrada triunfal. Da torre da Igreja Matriz, o "Sachristão" observou, impressionado, o impressionante cortejo comandado pelo Tenente-Coronel José Amaro Machado. À frente marchavam as figuras mais proeminentes do partido, seguidas por um impressionante séquito de aproximadamente 300 eleitores perfeitamente montados a cavalo . ​A tropa conservadora deu uma vistosa passeata ao redor do quadro da vila, ecoando vivas ao dia 7 de Setembro (que se comemoraria no dia seguinte), ao Presidente da Província, ao Chefe de Polícia, ao Ministério e...

Capítulo 2: Quem era Quem na Vila da Batalha

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Para compreender a eletricidade que tomava conta das ruas de terra da Vila da Batalha em setembro de 1860, é preciso primeiro olhar para os generais que comandavam aquele xadrez de influências. Em uma época onde a política local ditava desde quem ocuparia os cargos públicos até quem receberia proteção ou perseguição, os nomes envolvidos carregavam o peso de grandes linhagens e patentes da Guarda Nacional. ​De um lado da arena erguia-se a imponente figura do Tenente-Coronel José Amaro Machado . Chefe incontestável do Partido Conservador na região, o Coronel Machado era a própria tradução do prestígio tradicional. Dono de uma liderança capaz de mobilizar centenas de homens armados de forte lealdade, ele despontava no relato do "Sachristão" como um homem de postura firme, mas que prezava pela ordem pública e, surpreendentemente, pela fidalguia — mesmo com seus opositores. Ao seu lado na liderança conservadora, destacava-se também outro cidadão de respeito na vila, o Tenente-Cor...

Capítulo II: O Centro não é Curral – A Defesa da Sociabilidade e das Famílias Batalhenses

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Fotografia da década de 1940 O primeiro ponto que os dezenove signatários colocaram no papel, naquele tenso 3 de outubro de 1910, mirava diretamente o coração da vida comunitária na Vila da Batalha. Eles não eram contra o progresso ou contra a existência de um mercado público; eles defendiam que cada coisa deveria ter o seu devido lugar na engrenagem de uma vila que se pretendia civilizada. ​Ao abrir o manifesto, as lideranças locais cravaram no item número um: o mercado não poderia ser erguido ali por se tratar de uma praça "onde tem as suas residências quase todas as melhores famílias da nossa sociedade" . ​A Praça como Extensão do Lar ​Para entender o tamanho da afronta cometida pelo Intendente Antônio Pires Lages, é preciso fazer um exercício de retorno ao passado, auxiliado pela preciosa fotografia da década de 1940. Naquela época, a praça central — esse amplo espaço aberto que vemos em primeiro plano — funcionava como a extensão dos lares das famílias tradicionais. E...

Notas de Resistência: A Banda de Música Oculta da Batalha Imperial (Parte 3)

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Se nas postagens anteriores cruzámos as linhas de chumbo do jornal maranhense O Paiz (maio de 1870, nº 62) para desvendar o ano do falecimento de meu tio-tetravô e os escândalos de partilha de terra entre cunhados, o item XI daquela mesma correspondência guardava uma revelação histórica comovente. Uma relíquia documental que traz à tona um facto totalmente omitido e desconhecido pelos livros de história locais: a existência de uma Banda de Música na Vila da Batalha em pleno ano de 1870. ​As disputas políticas da época eram tão mesquinhas que invadiam até as cerimónias religiosas e os rituais de compadrio. O estopim do "climão" paroquial narrado por Antônio Narciso Xavier Torres ocorreu durante o batizado de seu filho. ​O Desafio dos Músicos ao "Grão Senhor" ​Segundo o relato, o poderoso José Amaro Machado — apelidado por Narciso de o "Grão Senhor" — tentou de todas as formas boicotar a celebração, chegando a pressionar e "comprometer" os músi...

Capítulo 1: O "Olheiro" na Torre da Igreja

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Setembro de 1860. A Vila da Batalha fervilhava sob o calor do Piauí imperial. Aproximava-se o dia de um dos rituais mais tensos, barulhentos e teatrais do século XIX: a eleição paroquial. Naquela época, o voto não era apenas um dever político, era uma demonstração pública de força, prestígio e controle territorial. ​No meio do fogo cruzado entre o Partido Conservador e o Partido Liberal , um cidadão local decidiu que a melhor posição para acompanhar aquele xadrez político não era no meio da praça, mas sim olhando de cima. Adotando o espirituoso pseudônimo de "O Sachristão da Matriz" , ele subiu as escadas da torre da Igreja Matriz de São Gonçalo. Dali, de camarote, ele tinha a visão perfeita de tudo o que se passava na vila. ​E o que ele viu? Uma verdadeira guerra de narrativas, ostentação de tropas e, claro, muitos foguetes. ​O Sachristão, que se autodefinia com falsa modéstia como "uma nullidade entre a humidade por causa do meu mesquinho estado na sociedade" ...

As Quatro Receitas do Médico dos Monomaníacos (Capítulo 3): A Disputa pelo Órfão e a Porta Batida na Cara

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Depois de testar a paciência do Coronel Pires Ferreira no interior e de intimar um colega advogado para a briga na calçada do tribunal , o Capitão Antonio Narcizo Xavier Torres provou que não guardava seu ímpeto apenas para os adultos de sua própria classe social. Na "terceira receita" publicada pelo irônico Médico dos Monomaníacos em 1870 , descobrimos que até mesmo o destino das crianças desamparadas da Vila da Batalha virava motivo de cabo de guerra político e jurídico. ​O palco da nova confusão, ocorrida no dia 5 de setembro de 1867 , envolveu duas das maiores autoridades da magistratura local: o Juiz de Órfãos e o Juiz de Direito da comarca. ​A 3.ª Receita: Menor Aprendiz ou Recruta da Guarda Nacional? ​Tudo começou quando o Juiz de Órfãos em exercício na Vila, o Alferes Marcelino Carvalho de Oliveira , tomou uma decisão institucional corriqueira para a época: determinou que um determinado jovem órfão da região fosse entregue a um mestre de ofício para aprender a pr...

Atlético Piauiense vence Tiradentes de virada e conquista o Tricampeonato Piauiense Sub-17 no Lindolfo Monteiro

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Foto: Samuel Pereira/Atlético Piauiense  ​O Clube Atlético Piauiense (CAP) segue dominando as categorias de base do estado. Na tarde/noite desta quarta-feira, a equipe comandada pelo técnico Tarso Campelo venceu o Tiradentes por 3 a 1, no Estádio Lindolfo Monteiro, e conquistou pela terceira vez consecutiva o título do Campeonato Piauiense Sub-17. ​O Jogo ​A decisão começou favorável ao Tiradentes. Ainda na primeira etapa, João Gabriel abriu o placar para o "Tigre", levando a vantagem para o intervalo. No entanto, o segundo tempo foi de total domínio do Atlético. Com gols de Gabriel, Heros e Enzo, o Auriverde buscou a virada e sacramentou o placar de 3 a 1, dando início à festa do tricampeonato. ​Destaques Individuais e Artilharia ​A partida coroou a grande atuação do volante Heros. O camisa 5 do Atlético foi eleito o grande destaque da final por sua liderança e desempenho em campo. ​Outro grande nome da competição foi o atacante Marcos Vinicius. Embora o camisa 9 não te...

Atenção, Árbitros! SINDAF/PI Convoca para Assembleia Geral Extraordinária no Dia 22 de Junho

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O Sindicato dos Árbitros de Futebol Profissional do Estado do Piauí (SINDAF/PI) divulgou um edital de convocação importante para toda a categoria. Por determinação do presidente do Conselho de Ética, Raimundo David dos Reis Alves, todos os árbitros profissionais filiados estão convocados para uma Assembleia Geral Extraordinária . ​O encontro está marcado para a próxima segunda-feira, 22 de junho de 2026 . Fique atento aos horários de convocação e participe desta etapa decisiva para a organização da categoria! ​Programação e Horários ​Para garantir a participação de todos, a assembleia seguirá o sistema de chamadas progressivas: ​ 1ª Convocação (18h30): Início dos trabalhos com a presença da maioria dos associados. ​ 2ª Convocação (19h00): Segunda chamada com a presença de, pelo menos, um terço (1/3) dos associados. ​ 3ª e Última Convocação (19h30): Início definitivo da assembleia com qualquer número de associados presentes. ​Local do Encontro ​A reunião presencial será rea...

​O esporte piauiense aplaude de pé: Dr. Miguel Ângelo dá nome ao troféu Sub-17!

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No próximo dia 17, o Estádio Lindolfo Monteiro será palco de uma final emocionante do Campeonato Piauiense Sub-17. Mas, além dos jovens talentos em campo, os holofotes e os aplausos estarão voltados para um homem que é sinônimo de dedicação, ética e humanidade no nosso esporte: o médico Miguel Ângelo da Costa Lago. ​Homenageado pela Federação de Futebol do Piauí (FFP), o Dr. Miguel Ângelo dará nome ao troféu de campeão de 2026. Uma honraria mais do que merecida para quem, há mais de 40 anos, cuida do futebol da nossa terra. ​ Uma trajetória de união e dedicação Nascido em Teresina no dia 24 de maio de 1951, o Dr. Miguel Ângelo é um desportista nato e riverino de coração. Desde 1984, ele exerce suas funções no River Atlético Clube, construindo uma história de amor ao Galo que atravessa gerações. ​No entanto, o coração tricolor nunca o impediu de estender a mão a quem precisasse. Dr. Miguel é uma daquelas figuras raras que rompe as barreiras da rivalidade. Para se ter uma ideia de su...

O Alarido das Baionetas: O Pleito de 1876 na Villa da Batalha

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A historiografia das eleições imperiais no Brasil do século XIX é frequentemente marcada por relatos de coerção, mas poucos episódios ilustram tão vividamente o choque entre o poder local e a força armada quanto os eventos ocorridos na Villa da Batalha, na província do Piauhy, entre setembro e outubro de 1876. O que deveria ser o rito burocrático de formação da mesa paroquial e apuração dos votos transformou-se em um cenário de franco cerco militar e resistência civil. ​O Cerco à Igreja Matriz ​No dia 28 de setembro de 1876, os membros da mesa eleitoral, eleitores e suplentes da paróquia de Batalha encontraram o templo de sua fé e da cidadania interditado. Por determinação expressa do delegado de polícia local, Antonio Guilherme Machado de Miranda, uma força militar de linha comandada pelo alferes Francisco Ferreira de Carvalho tomou a igreja matriz. As portas laterais do templo foram pregadas e trancadas por fora, enquanto soldados "de baioneta calada" barravam a entrada d...