HISTÓRICO! Atlético-PI elimina o Santos nos pênaltis e avança na Copa do Brasil Feminina com direito a comemoração inusitada

Foto: Samuel Pereira/Atlético-PI 

O futebol feminino do Piauí viveu uma de suas páginas mais gloriosas e dramáticas na noite desta quinta-feira (28). Em uma partida testada nos limites do regulamento e da emoção, o Atlético Piauiense (CAP) superou o tradicional Santos no Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina. Após um empate por 1 a 1 no tempo normal, as donas da casa garantiram a vaga inédita nas oitavas de final da Copa do Brasil Feminina ao vencerem por 5 a 4 nos pênaltis.

​Além da classificação histórica e da festa da torcida, o confronto ficou marcado por uma enorme polêmica antes da bola rolar e por uma celebração que já entrou para o folclore do futebol local.

​A "Guerra das Ambulâncias" que atrasou o apito inicial

​O clima de decisão começou tenso antes mesmo do jogo começar. Previsto para as 16:00, o confronto teve um atraso de cerca de 40 minutos. O motivo? O Santos exigiu o cumprimento estrito do regulamento da CBF para a terceira fase da competição, que exige a presença de duas ambulâncias com suporte avançado (UTI) no estádio.

​Como a estrutura inicial contava com veículos sem UTI, o clube paulista se recusou a entrar em campo. A partida só começou depois que o Atlético-PI, mandante do jogo, conseguiu providenciar a segunda ambulância UTI exigida.

​Bola rolando, drama e a consagração nos pênaltis

​Com a bola finalmente rolando sob o comando da árbitra sergipana Thayslane De Melo Costa, o Santos saiu na frente com gol de Carol Baiana. Mas o Auriverde piauiense não se entregou: Nathalinha buscou o empate por 1 a 1 e incendiou o Lindolfo Monteiro.

​A decisão foi para as penalidades máximas, e aí brilhou a estrela do Piauí:

  • A Heroína na Trave: A goleira Grazi agigantou-se e defendeu a cobrança da experiente meia colombiana Yoreli Rincón.
  • O Chute da Vaga: Com muita frieza, Cláudia Steffany converteu o último pênalti, selando o placar de 5 a 4.

​Provocação e desabafo: comemoração na maca e na ambulância

​O atraso e a exigência do Santos viraram combustível para a provocação sadia do Atlético-PI após o apito final. Em tom de desabafo, as jogadoras do CAP comemoraram a classificação carregando a goleira Grazi em uma maca e levando a festa para dentro de uma das ambulâncias no gramado.

Foto: Samuel Pereira/Atlético-PI 

Enquanto a comissão técnica e as atletas do Santos ficavam desoladas na área externa dos vestiários, o gramado virou um carnaval. O presidente do Atlético-PI, Edson Sá, comemorou como criança, chutando para o alto a bola do jogo que guardou de recordação. Na parte externa do estádio, o foguetório da torcida piauiense ditou o ritmo da noite.

​Premiação e quebra de tabu histórica

​O triunfo do Atlético Piauiense quebra barreiras e injeta combustível financeiro no projeto do clube:

  • Tabu quebrado: Esta é a primeira vez na história que um clube piauiense elimina uma equipe da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino em uma competição nacional.
  • Cofre cheio: Pela vaga nas oitavas de final, o CAP garantiu uma premiação de R$ 100 mil.

​O futebol feminino do Piauí escreveu hoje um capítulo gigante. O CAP mostrou que, além de estrutura e regulamento, o que decide o jogo é a raça e o coração na ponta da chuteira!

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